Sou contra o abuso de vacinas e à favor de calendários individuais para os pets de acordo com suas necessidades individuais.
Sou à favor do uso ponderado dos corticóides.
Ainda não postei sobre os antibióticos, também prescritos à revelia. Talvez, o único medicamento que meus cães façam uso rotineiro seja o próprio vermífugo.
Também já fui contra a utilização de vermífugos de maneira “rotineira”, mas mudei de opinião. Os vermes mais comuns que podem parasitar o sistema digestivo do cão são: Toxocara canis, Toxocara cati, Trichuris vulpis, Ancylostoma caninum e Dipylidium caninum. Os vermes Ancylostoma caninum e Toxocara canis fazem seu ciclo evolutivo passando por vários órgãos e tecidos (fígado, coração, pulmões), num trajeto conhecido como Ciclo de Loss. Durante este percurso, podem causar muitas lesões internas e, até, a morte do cão. Causam, também, a depressão do sistema imune que acaba diminuindo a resposta às vacinas e a resistência do cão às doenças, inclusive pode favorecer a manifestação do demodex canis. Uma vez instalados no trato digestório, os vermes passam a consumir os nutrientes diretamente da dieta dos cães ou da circulação sanguímea, provocando feridas intestinais, que servem para a penetração constante de agressores.
Há relatos, na literatura científica, que a mucosa intestinal lesada, está mais susceptível à absorção de moléculas alergênicas. O exame de fezes feito a cada 6 meses, nos cães adultos, pode diagnosticar infestações por vermes. O grande problema é que sempre existe a chance de resultados falso-negativo.
Por isso, a minha opção é vermifugar os cães adultos a cada 6 meses e sempre que retornam de uma exposição.
Estou procurando aqui em casa, mas ainda não encontrei um trabalho realizado onde fizeram a avaliação microbiológica de um parque de uma grande cidade. A contaminação por vermes era inacreditável…
Infelizmente, ainda há muitos que permitem que seus cães façam o nº2 na rua e não catam, não é mesmo?
Portanto, o cuidado com quem passeia com seu au-au em lugares frequentados por outros cães deve ser redobrado!]]>

 

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CAMILLI CHAMONE

Pós-graduada em Genética e Biologia Molecular. Foi professora universitária federal de Biologia Celular e Genética. Criou buldogues franceses. Foi membro efetivo do Conselho Disciplinar do Kennel Clube de Belo Horizonte. Foi Diretora da Federação Mineira de Cinofilia. É editora do "Seu Buldogue Francês" o maior blog do mundo sobre buldogues franceses e de todas as mídias sociais que levam esse nome. É palestrante e consultora sobre bem-estar e comportamento canino. Além disso tudo é perdida e irremediavelmente apaixonada por frenchies.

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