(Texto da excelente comportamentalista canina Cláudia Simões)

O que é?
É um dispositivo utilizado no pescoço que solta descargas elétricas (choque) ou vibra de forma incômoda, todas as vezes que o cão late.
Sobre a coleira antilatidos
Vemos, com frequência, alguns tutores recorrendo a essa coleira com o objetivo de eliminar os latidos dos seus cães.
O primeiro ponto que precisamos deixar claro é que somente o latido excessivo pode ser considerado um desvio de comportamento no cão. Latir é normal e é uma das várias formas que os cães têm de se expressar, latir é um comportamento natural da espécie canina.
Segundo ponto: geralmente o latido excessivo é reflexo de uma rotina pouco saudável, empobrecida de estímulos físicos e mentais. Provavelmente, há carência de passeios de qualidade (que promovem gasto de energia física e mental), carência de socialização e de enriquecimento ambiental (estimulação mental).
Sobre os resultados do seu uso
Eventualmente o cão poderá associar a presença da coleira no pescoço com a vibração/choque e, quando não estiver usando-a, simplesmente, poderá voltar a latir. Por quê? Porque cães aprendem por associação – eles não são tão bobos assim!
A coleira antilatidos não é um método que trabalha a causa dos latidos, apenas tenta suprimi-los, pelo medo (de levar choque!). Dessa forma, poderá ainda causar problemas secundários ao seu uso. Para se remodelar um comportamento canino, precisamos identificar e corrigir as suas causas e não as suas consequências. Ainda que funcione, o nosso questionamento é: a que custo? Coloque-se no lugar do cão e imagine-se levando choques no pescoço. Seria esse um método educativo… ou punitivo? Pense nisso.
A maioria das coleiras antilatidos disponíveis no mercado não apresenta sequer um selo de qualquer órgão regulatório. Seu cão pode estar correndo o risco de ser lesado, em uma região altamente sensível – no pescoço, estão as glãndulas tireóide e paratireóide; pelo pescoço passa o feixe vascular que irriga o cérebro e o feixe nervoso que coordena a ação de todos os músculos do corpo.
Acreditamos que a coleira antilatidos é, por vezes, uma promessa de solução rápida e milagrosa de uma questão comportamental, sem um esforço real por parte do tutor (e claro, do adestrador). Quase um sonho, não é verdade? Mas, novamente, a que custo você quer a realização desse “sonho”. Pense nisso.
Finalizando: há maneiras mais efetivas, seguras e positivas para ensinar o cão a não latir em situações inadequadas. Contudo, isso requer tempo e dedicação de tutores, seus familiares, amigos e do adestrador.  
O verdadeiro líder não impõe a sua liderança, ele a conquista. Busque uma relação de confiança e respeito com o seu cão e não uma relação de medo e submissão. Não utilize métodos que inflijam dor, incômodos físicos e/ou psicológicos. Coleiras antilatidos não passam de uma tortura psicológica e até mesmo física. Não faça isso com o seu melhor amigo!

 

 

 

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CAMILLI CHAMONE

Pós-graduada em Genética e Biologia Molecular. Foi professora universitária federal de Biologia Celular e Genética. Criou buldogues franceses. Foi membro efetivo do Conselho Disciplinar do Kennel Clube de Belo Horizonte. Foi Diretora da Federação Mineira de Cinofilia. É editora do "Seu Buldogue Francês", o maior blog do mundo sobre buldogues franceses, e de todas as mídias sociais que levam esse nome. É palestrante e consultora sobre bem-estar e comportamento canino. Além disso tudo, é perdida e irremediavelmente apaixonada por frenchies.

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