(texto adaptado de Dr. José Carlos Souto)
A saúde do fígado do seu cão pode ser medida através do exame sanguíneo chamado Gama-GT. Níveis altos de Gama-GT sugerem que o fígado está “funcionando sob pressão”. Esses níveis elevados são fortes indicativos de esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado). Em alguns casos, essa condição pode evoluir para danos hepáticos graves e, em último caso, à falência hepática. 
Em humanos, estudos têm demonstrado que alterações na Gama-GT podem indicar sinais de esteatose hepática anos antes dos pacientes acabarem desenvolvendo diabetes. Antes do diagnóstico de diabetes tipo 2 existe um longo e silencioso grito vindo do fígado. Esteatose hepática também eleva o risco de doença cardíaca. 
A sabedoria popular sobre a esteatose é a de que comer demais é a causa do problema – o excesso de calorias é simplesmente estocado no fígado sob a forma de gordura. Entretanto, os estudos comprovam que alimentos ricos em carboidratos constituem a maior ameaça. Esses alimentos são problemáticos porque rapidamente transformam-se em glicose e o primeiro local corporal de armazenamento de glicose é o fígado. A glicose excedente que o fígado não é capaz de armazenar é estocada na forma de gordura.

A solução é simples: uma dieta de baixo carboidrato (low carb). Isso significa menos glicose no fígado, consequentemente, menos gordura.


São fontes de carboidratos na dieta dos cães: 

  • milho (integral, moído, quirera, etc.): consumo não desejável, para cães;
  • soja: consumo não desejável, para cães;
  • arroz (integral, moído, quebrado, quirera, etc.): consumo não desejável, mas aceitável, para cães saudáveis;
  • tubérculos: consumo aceitável, desde que em baixas quantidades, para cães saudáveis;
  • frutas: consumo aceitável e desejável, desde que em baixas quantidades, para cães saudáveis. As berries (morango, framboesa, mirtilo, etc.) são frutas com baixa quantidade de carboidratos;
  • legumes e verduras: consumo desejável. A maioria dos alimentos que compõem esse grupo tem baixas quantidades de carboidratos.
A recomendação de tratar esteatose hepática com dieta pobre em gordura (low fat) e/ou hipocalórica é considerada ultrapassada.
 Uma dieta que divirja dramaticamente da dieta ancestral será provavelmente prejudicial, com o grau de dano sendo proporcional ao grau de divergência. 




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CAMILLI CHAMONE

Pós-graduada em Genética e Biologia Molecular. Foi professora universitária federal de Biologia Celular e Genética. Criou buldogues franceses. Foi membro efetivo do Conselho Disciplinar do Kennel Clube de Belo Horizonte. Foi Diretora da Federação Mineira de Cinofilia. É editora do "Seu Buldogue Francês", o maior blog do mundo sobre buldogues franceses, e de todas as mídias sociais que levam esse nome. É palestrante e consultora sobre bem-estar e comportamento canino. Além disso tudo, é perdida e irremediavelmente apaixonada por frenchies.

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