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“Oi Camilli, tudo bem? Frenchies vão bem?
Tenho acompanhado seu blog – está super bacana!
Queria te pedir um favorzinho. Você se importaria de escrever um textinho (coisa de uns mil caracteres) contando um pouco da sua experiência com a alimentação natural? (…)”

Carnívoro em treinamento 
(Sara version baby, by the way!)
Assim começou o e-mail de Sylvia Angélico.
Para quem não a conhece, ela é a jornalista, estudante de medicina-veterinária, editora do site Cachorro Verde e aquela pessoa super hiper mega ultra solícita que sempre responde aos meus e-mails e dúvidas com a maior atenção, como se fôssemos amigas de infância.
A minha idéia em iniciar a alimentação natural em meus cães veio da insatisfação com a ração industrializada. Provavelmente, se eu estivesse 90% satisfeita com seus resultados não teria mudado (só alimentava meus cães com rações “super premium“). Mas, estava incomodadíssima com vários aspectos:
– a morte de mais de 5000 pets na América do Norte, provocada por ração industrializada (leia sobre isso aqui)
– a entrevista que citei neste post
– a inapetência de meus cães
– o fato de eu ter que complementar a ração com comprimidos de ômegas e probióticos para manter o pêlo bonito (custo altíssimo)
– fezes muito mal cheirosas
– consistência das fezes
– quadros de diarréia em filhotes, inexplicáveis!
Há três meses, quando passei a utilizar a alimentação natural em meus cães, ainda pensava em alimentar apenas os “cães da casa” naturalmente e alimentar os filhotes, que irão para novos lares, com ração industrializada.
Hoje, essa não é mais a nossa realidade. Os benefícios da BARF (bone and raw food) são tantos que não me sinto no direito de privar os filhotes do, que acredito ser, o melhor para eles. Desde o primeiro momento em que iniciamos essa dieta, a mudança mais notável foi a disposição deles para comer. E, ainda, mantém a mesma disposição e felicidade quando apareço com as vasilhas de comida. Isso não é maravilhoso? Diminuiu MUITO a queda de pêlos. Quando eu digo MUITO, tenho que colocar em letras maiúsculas, porque diminuiu MUITO MESMO! Não é preciso varrer a casa 2X por dia mais.
Não é batom, é purê de beterraba!
Quem tem buldogues franceses e tem o hábito de fazer citologias otológicas frequentemente, sabe que é muito comum otite por malassezia ssp. Nas consultas mensais do vet, aqui em casa, quando ele fazia o swab nos ouvidos e vinha a cerinha, eu já começava a rezar, mas não adiantava muito… sempre dava otite por malassezia. Não me lembro de uma única vez que o vet veio e havia 0% de otites.
– Caiu água no banho, Camilli?
– Nem deixei cair água na cabeça!
– Brincaram na chuva de novo, Camilli?
– Não choveu!
Bem, as coisas agora mudaram radicalmente!
Os ouvidos dos meus frenchies queridos estão limpíssimos, a mucosa está lisinha, não há nenhum sinal de cerúmem lá dentro e as citologias estão com resultados excelentes!
Esses dias, fui encomendar um creme na farmácia de manipulação e a atendente me perguntou se eu não ia pedir “miconazol” (medicamento para tratar a otite). Parece-me que não vou precisar mais! Como cãezinhos tão a-d-o-r-á-v-e-i-s podem eliminar gases tão terrivelmente f-e-d-i-d-o-s em nossa atmosfera??? Pois, acreditem: com a alimentação natural os gases sumiram quase totalmente. Parece que o intestino dos frenchies é muito sensível à quantidade de carboidratos da ração, tendo sua biota muito modificada e, consequentemente, produzindo muitos gases. O problema de fezes amolecidas e diarréia foi 100% eliminado aqui em casa. Aliás, não resisti e fiz uma foto dos côcos para que vocês pudessem ter uma idéia! São bem durinhos, daqueles que nem marcam o chão depois de removidos.
Perdoem-me, mas não é uma foto poética (pena o chão estar úmido no momento da foto). O pêlo parece que foi encerado. Brilha! Além disso, é bem sedoso ao toque. Aliás, a Aline e a Patrícia comentaram isso comigo outro dia. Como se não bastasse isso tudo, fiz o hemograma de meus cães recentemente e comparei com o hemograma do ano passado, quando os alimentava com Royal Canin Mini Junior/Adult: 2007 – BELA
Hemácias: 5.480.000 mm3
Hemoglobina: 13,0 g/dl
Hematócrito: 38,9 %
VCM: 71,0 fl
HCM: 23,7 pg
CHCM: 33,4 g/dl 2008 – BELA
Hemácias: 8.060.000 mm3
Hemoglobina: 17,90 g/dl
Hematócrito: 51,65%
VCM: 64,08 fl
HCM: 22,21 pg
CHCM: 34,66 g/dl Não sou aquela pessoa que adora dizer jargões, mas… contra fatos não há argumentos! 🙂 Não estou aqui fazendo apologia à alimentação natural. Sei que ela não é perfeita, mas acredito que é o melhor que posso oferecer para os meus buldoguinhos. Estou continuamente estudando sobre o assunto e se aparecer algo que, na prática e na ciência testada, sustente-se mais, não hesitarei em divulgar e mudar. Para mim, ração é passado. Infelizmente, a maior desvantagem da alimentação natural é ainda o despreparo dos profissionais médico-veterinários frente a essa mudança de paradigma. Muitos nem sabem de que se trata – ainda acham que é só pescoço de peru e água -, mas relutam em expandir suas mentes para aprender além daquilo que lhes foi ensinado na universidade, que está nos livros clássicos da medicina veterinária ou, pior, aprendem apenas o que lhes ensina o vendedor de ração que bate às portas de seus consultórios com seus folhetinhos brilhantes e repletos de gráficos. Bem, isso é o que eu posso dizer da minha experiência até agora!
Sylvia, mil perdões… mas, como falar, em apenas mil caracteres, sobre tantos benefícios?
🙂
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CAMILLI CHAMONE

Pós-graduada em Genética e Biologia Molecular. Foi professora universitária federal de Biologia Celular e Genética. Criou buldogues franceses. Foi membro efetivo do Conselho Disciplinar do Kennel Clube de Belo Horizonte. Foi Diretora da Federação Mineira de Cinofilia. É editora do "Seu Buldogue Francês", o maior blog do mundo sobre buldogues franceses, e de todas as mídias sociais que levam esse nome. É palestrante e consultora sobre bem-estar e comportamento canino. Além disso tudo, é perdida e irremediavelmente apaixonada por frenchies.

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