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Quando perguntavam, há alguns anos, minha opinião acerca dos frenchies azuis, frenchies black and tan e outras cores “fora do padrão”, a minha resposta era categórica: “Sou contra, porque essas cores estão fora do padrão da raça.

Meu referencial era o padrão da raça. 
Frenchies com cores de pelagem consideradas fora do padrão
Hoje, penso de uma maneira mais rebelde, mais questionadora e menos devota a esse padrão, afinal ainda não vi nenhum privilegiar a saúde dos cães. E, na minha humilde opinião, excelência em saúde e temperamento é o que deveria ser considerado padrão.
Os buldogues franceses de hoje, por exemplo, são mais curtinhos, mais compactos e com o focinho mais achatado que os frenchies do começo do século XX. Por causa dessa forma peculiar, prevista no tal padrão, a incidência de lesões medulares e de síndrome braquicefálica é altíssima na raça.
Frenchie do início do século XX e frenchie atual

Entretanto, continuo pouco fã da pelagem colorida dos frenchies por outro motivo: para obtê-la, exige-se o abuso de acasalamentos consanguíneos e essa prática predispõem os cães a muitas doenças. Porém, abusar da consanguinidade não é uma conduta exclusiva de quem reproduz os frenchies “coloridos”. Alguns buldogues franceses tigrados, fulvos e brancos (cores previstas no padrão da raça) também provêm de acasalamentos exageradamente consanguíneos.
Acasalamentos consanguíneos reduzem a diversidade genética de um complexo de genes chamado MHC (Major Histocompatibility Complex) que é responsável pelo sistema de defesa dos cães. Quanto menor a variabilidade genética do complexo MHC, mais predisposto a sofrer infecções e a desenvolver doenças autoimunes/degenerativas (alergias, diabetes, etc.) é um cão.

Em geral, o objetivo dos acasalamentos consanguíneos é a fixação de características físicas, por exemplo: cor de pelagem, cor dos olhos, estrutura óssea, estrutura muscular, etc. Praticá-los nunca privilegia a saúde dos cães.
Acasalamentos devem ser balizados pela saúde e pelo temperamento dos cães, principalmente. Tipicidade física é muito importante para um cão de raça, mas secundária.
Quem deseja ter um cão de raça pura que seja saudável deve verificar se não há abuso de consanguinidade em sua genealogia (pedigree). Acasalamentos entre pai-filha, mãe-filho e irmão-irmã são definitivamente CONTRAINDICADOS porque reduzem drasticamente a variabilidade do complexo MHC.
Sugestões de leitura
  1. Como analisar a consanguinidade do seu cão
  2. Para entender um pouco mais sobre as cores previstas e não previstas no padrão da raça do buldogue francês, leia nossa série As Cores dos Frenchies
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CAMILLI CHAMONE

Pós-graduada em Genética e Biologia Molecular. Foi professora universitária federal de Biologia Celular e Genética. Criou buldogues franceses. Foi membro efetivo do Conselho Disciplinar do Kennel Clube de Belo Horizonte. Foi Diretora da Federação Mineira de Cinofilia. É editora do "Seu Buldogue Francês", o maior blog do mundo sobre buldogues franceses, e de todas as mídias sociais que levam esse nome. É palestrante e consultora sobre bem-estar e comportamento canino. Além disso tudo, é perdida e irremediavelmente apaixonada por frenchies.

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