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Outra pergunta frequente sobre o Bento é esta: quais vacinas ele já tomou e quais tomará?
Vacina múltipla
Atualmente, ele está com 07 (sete) meses de idade e tomou exclusivamente as doses de V8, que protegem contra: cinomose, parvovirose, parainfluenza, hepatite infecciosa, coronavirose e leptospirose. Destaco que a fração da vacina que protege contra a leptospirose  é totalmente desnecessárias e explico o porquê:
Existem mais de 200 sorotipos diferentes de leptospiras que causam a leptospirose. A vacina V8 protege contra apenas 02 (dois) sorotipos e a vacina V10 protege contra apenas 04 (quatro). Isso é insignificante! Além disso, estudos epidemiológicos demonstram que a possibilidade de um cão adquirir leptospirose em zona urbana é baixíssima, a menos que ocorram grandes alagações e enchentes. Para piorar o cenário, a fração da vacina que imuniza parcialmente contra a doença é a que mais provoca reações adversas nos cães. Por fim, a vacina contra leptospirose imuniza o cão por apenas 06 (seis) meses. Conclusão: a vacina contra leptospirose é desnecessária.
Vacina antirrábica
Ainda não foi aplicada, vamos esperar que Bento tenha mais de 01 (um) ano de idade antes de aplicá-la. Os motivos dessa decisão são estes:
  • o mais importante: a probabilidade de um cão ser infectado pelo vírus da raiva em centros urbanos é quase nula;
  • a vacina antirrábica pode causar muitos efeitos adversos e funcionar como gatilho para várias doenças, portanto, não considero prudente aplicá-la em um filhote da idade do Bento, que possui tutores esclarecidos e responsáveis. Podem estar relacionados a essa vacina: fibrocarcinomas (no local da aplicação), crises convulsivas e epilepsia, doenças autoimunes, problemas digestivos crônicos, alergia, doenças de pele, atrofia muscular, compulsão de ingestão de objetos e fezes, alterações de comportamento (agressividade, ansiedade de separação, comportamentos compulsivos, etc.)

Vacina contra leishmaniose
Embora sejamos residentes de área endêmica de leishmaniose visceral canina, optamos por não fazer a vacina contra essa doença. Afinal, não há um único estudo de alto nível de evidência científica que comprove a eficácia e a segurança dessa vacina. Além disso, ela utiliza como conservante uma substância à base de mercúrio – medicamentos à base de mercúrio foram proibidos no mercado por causa dos seus efeitos potencialmente tóxicos amplamente conhecidos (exemplo: mercúrio cromo e merthiolate).
Para saber quais são os métodos de proteção contra essa doença que utilizamos, clique aqui.
Vacina contra giardíase
Essa vacina nós não fazemos há milênios em nossos cães e confesso que quando um profissional veterinário a indica, o vejo com péssimos olhos. Afinal, há estudos que comprovam a ineficácia dessa vacina. Recomendá-la é um contrassenso. 
Cães que apresentam episódios recorrentes de giardíase precisam revisar a dieta, não precisam tomar essa vacina.
Vacina contra tosse dos canis (gripe canina)
Faremos essa vacina no Bento se/quando ele frequentar creches para cães, apenas se for exigência do estabelecimento. Essa vacina é indicada apenas e exclusivamente para cães que frequentam aglomerações caninas. Porém, a vacina múltipla contém frações que protegem o cão contra a gripe canina (fração contra adenovirose e fração contra parainfluenza). Ademais, a tosse dos canis é uma doença branda em cães nutridos, tem tratamento e excelente prognóstico. 

Vacinas são muito importantes. Graças a elas, conseguimos reduzir radicalmente as chances de nossos peludos queridos contraírem doenças potencialmente fatais, como as temíveis cinomose, parvovirose e hepatite infecciosa canina, além da raiva – uma zoonose letal. É, portanto, fundamental que seu cão seja vacinado.
O que talvez você – e muita gente no Brasil, incluindo veterinários – ainda não saibam, é que nem todos os cães precisam tomar todas as vacinas que existem (ETTINGER e FELDMAN, 2005; NELSON e COUTO, 2010).

Dra. Sylvia Angélico – Cachorro Verde


  
#BentoLindo ♥
Imagem: Canil Dros Bull

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CAMILLI CHAMONE

Pós-graduada em Genética e Biologia Molecular. Foi professora universitária federal de Biologia Celular e Genética. Criou buldogues franceses. Foi membro efetivo do Conselho Disciplinar do Kennel Clube de Belo Horizonte. Foi Diretora da Federação Mineira de Cinofilia. É editora do "Seu Buldogue Francês", o maior blog do mundo sobre buldogues franceses, e de todas as mídias sociais que levam esse nome. É palestrante e consultora sobre bem-estar e comportamento canino. Além disso tudo, é perdida e irremediavelmente apaixonada por frenchies.

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